Dicas para um bom lixamento de madeira

Dicas para um bom lixamento de madeira

Para se obter um móvel de qualidade e com ótimo acabamento para o consumidor final, é preciso que o marceneiro ou marceneira faça um bom lixamento da madeira, do MDF ou material que estiver trabalhando. 

O grande objetivo de se lixar um material é, antes de mais nada, para eliminar possíveis irregularidades ou danos causados durante o processo de formatação do móvel ou objeto. Danilo Pinheiro, marceneiro e dono da Pinheiro & Design e também professor do Leo Social, dá algumas dicas para se obter um bom lixamento.  

1 – A gramatura das lixas 

A primeira dica de Danilo, na verdade, é uma informação em relação ao número das lixas. O que significa esses números nas lixas? 

“Óbvio que a gente sabe que quanto maior o número, mais fina ela é. Mas o que significa lixa 220, lixa 100, lixa 150? Esse número significa a quantidade de grãos por centímetro quadrado (cm²). Se você pegar um quadradinho de 1×1 cm, 10×10 milímetros, você vai ter a quantidade de grãos daquele quadrado. Por isso que quanto menor o número, mais grossa é a lixa”, explica Danilo.  

“Por exemplo, uma lixa de número 36, são 36 grãos de areia por cm². Então tem que ser um grão grande para conseguir cobrir esse espaço. Já a lixa de número 220, por exemplo, são 220 grãos por cm². Esses números são a quantidade de grãos por cm²”. 

2 – Lixe no sentido do veio da madeira 

O marceneiro e professor ainda reforça uma regra simples: começar a lixar sempre no sentido do veio da madeira. “Sempre que for lixar, lixe no sentido do veio da madeira. Essa é a melhor técnica para se obter um bom lixamento”, afirma. 

“Dá pra fazer diferente? Com certeza. Mas essa é a forma que vai ter um resultado mais fácil. Você não vai ter tanta agressividade na peça”, conta.  

3 – Alterne as lixas  

“A ideia é sempre começar por uma lixa grossa e ir diminuindo a grossura, colocando uma lixa mais fina, com uma gramatura mais alta”, revela Danilo. “Por exemplo: quando a madeira está muito rústica, eu gosto de começar com uma lixa de número 60 ou 80, quando a madeira maciça está bem áspera. E vou aumentando. Vou para a de 100, 150, 180… 220 na madeira maciça eu já paro”, argumenta o marceneiro.  

“Não vejo a necessidade de continuar, a não ser que eu queira fazer um polimento. Aí eu vou aumentando essa gramatura, vou para uma de 400, 600 e assim por diante. Para um cenário de um acabamento super fino. Quanto maior o número da lixa, mais fino o acabamento”. 

4 – Na hora de passar a química 

Danilo ainda traz uma dica na hora de passar química na peça. “Na maioria das químicas é necessário um lixamento entre demãos. Sempre fazer um lixamento entre demãos”, diz.   

“O verniz, por exemplo, pede que a peça esteja lixada, limpa e tudo mais. Passou a primeira demão. Antes de passar a segunda, lixe. E da segunda para terceira aí já não precisa mais de lixamento. Porém o stain precisa de lixamento entre todas as demãos. Se você for aplicar cinco demãos de stain, você vai ter que lixar quatro vezes a peça antes de dar o acabamento final”, conclui Danilo. 

5 – Tipos de lixadeiras  

O uso de lixadeiras também é sempre bem-vindo para facilitar o trabalho do dia a dia. Uma boa lixadeira é aquela que atende as suas necessidades. Conheça alguns modelos: 

  • Orbital: conhecidas como “treme-treme”, essas lixadeiras possuem uma base quadrada ou retangular e são indicadas para acabamentos ou lixamento de materiais leves, como madeira compensada ou MDF; 
  • Roto Orbital: possuem uma base redonda e são ideais para todos os tipos de materiais, até mesmo para polimentos. Geralmente são mais caras que as orbitais;
  • Cinta: contam com uma base maior em formato de cinta. São mais potentes, pesadas e indicadas para trabalhar em superfícies planas, amplas ou com desbaste profundo sobre as peças. Não são recomendadas para acabamentos; 
  • Angular: é indicada para tirar grandes camadas de madeira ou metal. Tem rotação mais alta que a roto orbital e o acabamento que ela proporciona não é liso. A dica é usar em materiais mais duros; 
  • Excêntrica: já essa é boa para quer dar um acabamento perfeito na peça. Essa lixadeira tem um bom desempenho para deixar superfícies curvilíneas lisas; 
  • Manual: ideal para pequenos trabalhos em casa e geralmente com um preço acessível.

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