Projeto da USP usa restos de podas para fabricar móveis e objetos

Projeto da USP usa restos de podas para fabricar móveis e objetos

Dapoda – Laboratório Vivo de Design” é também o único projeto brasileiro ganhador da competição global “No waste challenge” 

Por meio do projeto Dapoda – Laboratório Vivo de Design, alunos da Universidade de São Paulo (USP) investigam novas formas de utilização de rejeito de podas de árvores para produção de design experimental na fabricação de móveis, brinquedos e pequenos objetos de madeira. Eles traçam a rota tecnológica da madeira descartada desde a poda, passando pelo transporte até seus usos potenciais.  

O projeto, que reúne estudantes de Arquitetura e Urbanismo, Design, Artistas Plásticos e pesquisadores da universidade, já foi até premiado no No waste challenge, competição global promovida pela What DesignCan Do (WDCD) em parceria com a Fundação Ikea.

O concurso buscava soluções inovadoras para reduzir o desperdício e repensar o ciclo de produção e consumo de materiais que poderiam ter um destino mais nobre do que os aterros. O concurso recebeu mais de 1.400 inscrições do mundo todo e selecionou apenas 16 projetos vencedores. O Dapoda – Laboratório Vivo de Design foi o único projeto brasileiro ganhador.  

Foto: Caio Dutra e Tiago Schützer, alunos da FAU participantes do projeto/Divulgação Dapoda

O Dapoda – Laboratório Vivo de Design originou-se em um seminário internacional no Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura, do Urbanismo e do Design da USP (Nutau).

A edição de 2020 do seminário abordou o potencial do resíduo da arborização urbana para pesquisas e projetos de urbanismo, arquitetura e design. Após a participação no Nutau, o grupo que compõe o Dapoda teve o projeto selecionado pela Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP para mitigação e compensação da emissão de gases do efeito estufa nos campi. 

É estimado que o campus da USP, no Butantã, abrigue cerca de 24 mil exemplares arbóreos, que totaliza 90 m³ de resíduos de poda descartados mensalmente. Para se ter uma ideia, esse volume equivale a 18 caçambas de entulho de tamanho médio.

O projeto reutilizará as partes maiores dos resíduos de poda do campus, além de realizar identificar os indivíduos arbóreos do local que não teve seu inventário concluído. O objetivo é explorar as propriedades de cada espécie para diferentes usos e até combinações.  

Foto: Dapoda / Divulgação

O projeto ainda formou parcerias com Laboratório de Anatomia Vegetal, do Instituto de Biociências da USP; Laboratório de Movelaria e Resíduos Florestais, da Esalq-USP, campus de Piracicaba; Laboratório de Árvores, Madeira e Móveis, do IPT; Estúdio Pedro Petry, ecodesigner e empreendedor; e Marca Madeira Urbana, que auxilia o projeto no processamento da madeira. 

Além disso, o Dapoda também participa do Desafio USP Cidades Sustentáveis, uma iniciativa do programa USP Municípios que visa a apresentação de propostas que possam ser implementadas por prefeituras e que contribuam para atingir algumas das dez metas estabelecidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 11 da Organização das Nações Unidas (ONU) – que é tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. 

Conheça mais do Dapoda (clique aqui). 

 *Texto com informações do Ciclo Vivo 

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